Pronúncia da Língua Inglesa: um vislumbre da fonologia do Inglês Parte 1

By Professor Antonio Deodato Leão

Bacharel em Língua Inglesa (UFBA)

Caros amantes da língua de Shakespeare, uma das principais dificuldades para os aspirantes a falantes do Inglês com relação ao português, sem dúvida , e a diferença entre pronúncia e ortografia, ou seja, a difícil interpretação oral das palavras em Inglês. Isto acontece pois no português a produção oral está relativamente ligada ao que está escrito, enquanto que no inglês isso nem sempre acontece. Por isso, o aluno deve priorizar a pronúncia correta desde o início dos estudos, evitando, assim, a cristalização de erros. Sendo assim, vou pontuar alguns pontos importantes para vocês.

1. Vogais x consoantes

O Inglês utiliza mais partes do sistema articulatório do que o Português, o que para muitas pessoas, principalmente no início dos estudos, pode ser uma grande dificuldade. A movimentação de certos orgão, como por exemplo a língua, e crucial para uma produção clara e, respectivamente, uma comunicação oral eficaz.

A Língua Portuguesa apresenta 7 vogais (não incluindo as variações nasais), ao passo que no Inglês encontramos 12 sons vocálicos (não incluindo as variações entre Inglês britânico e americano). Este fato acontece para diferenciar as palavras devido à grande incidência de monossílabos.

Embora o Inglês possua mais fonemas vogais que o Português, a língua portuguesa é mais abundante na ocorrência de sons vocálicos e suas combinações ao usar ditongos (no Inglês existem 11 contando american and british English) e tritongos.

Já com relação às consoantes, a Língua de Camôes apresenta 19 fonemas consonantais, ao passo que, na Língua de Shakespeare apresenta 25 fonemas (Longman   Dictionary of Contemporary English 6th Edition)

2. Ortografia x pronúncia

Diante do exposto acima, fica evidente que a correlação ortografia => pronúncia, no Inglês é extremamente irregular. Em outras palavras, uma mesma letra (grafema) nem sempre corresponde  ao mesmo som (fonema). Por isso existem várias pronuncias para uma mesma letra, o que causa muita confusão na cabeça de muitos estudantes.

Vamos a alguns exemplos:

  • A letra letra “a” possui 6 pronúncias diferentes

/ey/ make, cake, table

/æ/ fat, cat, at

/a/ part, car, father

/é/ care, air, chair

/ó/ law, walk, all

/ə/ about, global,

  • A letra “i” também possui 6 formas diferentes

/iy/ machine. elite, ski (i longo)

/I/ in, bit, him (i curto)

/ay/ night, fight, polite

/y/ noise, toilet, avoid

/ə/ pencil, bird, firm

/mudo/ fruit, parliament, foreigner

A incidência de uma variação mais de sons de uma mesma letra ocorre mais com as vogais, como no exemplo acima; contudo, também, ocorre com algums consoantes:

  • O “ch” pode ser representado de 3 formas

/tshék/ check, chocolate

/məshiyn/ machine, Chicago

/kheyaz/ chaos, characteristic

  • Já o “s” oferece 5 interpretações fonéticas

/sey/ say, past

/rowz/ rose, because

/shUgər/ sugar, sure

/khæzhuwəl/ casual, usually

/ayl/ aisle, island

Bibliografia

Carter, Ronald; Mccarthy, Michael. Cambridge grammar of English: a comprehensive guide. Cambridge: Cambridge University Press, 2007

Godoy, Sonia. English Pronunciation for brazilians: the sounds of american English: Sonia Godoy, Cris Gontow, Marcello Marcelino. São Paulo: Disal, 2006.

Longman Dictionary os Contemporary English for advanced learners 6th edition. England, UK: Pearson Education Limited, 2014.

Puw, Elizabeth M. Descobrindo a pronúncia do inglês/ Camila Dixo Lieff, Elizabeth M. Pow, Zaina Abdalla Nunes; tradução Juliana Bertolozzy. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010.

Publicado por sbecommunication

Antonio Leão se apaixonou pela língua inglesa na adolescência por causa da sua paixão polo rock and roll. Desde então tem aprimorado seus conhecimentos continuamente. EM 2008 obteve o certificado de Inglês no ACBEU. Para prosseguir seus estudos passou no vestibular da UFBA em 2009, formando-se Bacharel em Língua Estrangeira Moderna (Inglês) em 2013. Em 2021 concluiu a Pós-Graduação em Ensino da Língua Inglesa (Faculdade Descomplica). Desde que ingressou na UFBA, começou a dar aulas particulares e a ministrar aulas em cursos de inglês (Cultura Inglesa e Talktalk) e escolas do ensino fundamental (Escola Tempo de Aprender, Colégio Espaço Ideal Master). Atualmente, é professor do Ensino Fundamental I e II do Centro Educacional Império do Saber, além de ministrar aulas particular e atuar como tradutor.

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